Brasil pré-Copa, barril de pólvora

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Foto: Gabriela Batista

A contagem regressiva para o início da Copa do Mundo já foi dada. A apenas uma semana para a abertura da maior contenda futebolística do planeta, é grande a ansiedade em torno dos protestos que estalam no país, alguns deles violentos e alvo de forte repressão policial.

Os “Black Blocs”, manifestantes mascarados que já investiram com violência contra emblemas do poder, como o de bancos e da polícia, prometeram atuar neste período em que a atenção do mundo estará toda voltada ao Brasil.

Para avaliar as manifestações no Brasil e seus desfechos, além de como se organiza este grupo que se autointitula arnaquista, entrevisto a espanhola Esther Solano, doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madrid e professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo.

Esther Solano, que tem estudado de perto as manifestações no Brasil e a aparição dos Black Blocs, fala das implicações sociais trazidas por este fenômeno, sobre a repressão do poder público aos protestos da sociedade e como é possível garantir o direito se manifestar sem afetar o direito de ir e vir nas cidades. Ela observa, enfática, que é preciso encontrar soluções políticas e não policiais. A entrevista concedida à emissão em português da RNE/ Radio Exterior de España você escuta a partir do minuto 1′.

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