Crise alimenta prostituição e tráfico de pessoas

prostituiçãoA crise na Espanha fechou postos de trabalho, piorou a segurança pública e agravou um problema antigo: o do tráfico de pessoas para fins sexuais. Não há dados oficiais, mas organizações como Caritas e Médicos del Mundo garantem que, desde 2008, quando a Espanha começou a sentir os efeitos da crise, houve um aumento significativo no número de prostituas na rua.

Há quem diga que circulam pelo país cerca de 500 mil prostitutas e que o exercício desta atividade movimente mais de € 18 bilhões por ano na Espanha. Algumas organizações não-governamentais estimam que cerca de 90% das prostitutas são vítimas de tráfico de pessoas.

Muitas mulheres que já haviam deixado a prostituição voltaram à ativa pela piora do quadro econômico. Especialistas comentam nesta reportagem, emitida pela Radio Nacional de España/ Radio Exterior (minuto 11’30”), que haja um aumento considerável das vítimas de tráfico de pessoas.

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A prostituição nas ruas deixou de ser uma atitude associada às mulheres imigrantes. Com mais pobreza e desemprego, é crescente o número de espanholas a se prostituírem. Proteger os direitos das mulheres, criar melhores condições de trabalho e combater o tráfico de pessoas têm de ser prioritários em qualquer governo. Além de, claro, mudar a mentalidade dos homens, já que o tráfico de pessoas é consequência de demanda de prostituição dos países mais ricos.

* Reportagem originalmente emitida em 04 de outubro de 2012.

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