Eu tenho tantos hermanos

Imagem_irmãosHermanosO Mato Grosso do Sul, nas palavras do cantor e compositor Márcio De Camillo, é um “liquidificador harmônico”, onde os ritmos brasileiros se fundem com as raízes hispânicas. Mas em um Brasil naturalmente mestiço, as pessoas nem sempre são conscientes desta mescla de sonoridades e de sua herança multicultural. Celebrar o vínculo do Brasil com os países vizinhos, todos falantes de espanhol, é um dos propósitos do trio Hermanos Irmãos, que também comemora três décadas de parceria musical e de amizade entre Márcio e outros nomes também muito conhecidos e atuantes na região: Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira.

Violão, viola caipira e arranjos vocais que incluem português, espanhol e guarani pavimentam o caminho desta música de fronteira, onde a polca, a guarânia e o chamamé se encontram com o rock, o pop, a bossa nova e até com o reggae. O primeiro álbum do Hermanos Irmãos foi gravado ao vivo em outubro de 2010 em Campo Grande, com músicas dos três compositores, clássicos do cancioneiro sul-mato-grossense e versões de lendárias canções sul-americanas.

Nesta entrevista à RNE/ Radio Exterior de España (minuto 3’45”), Márcio De Camillo, que já morou em Barcelona e aqui concebeu algum de seus mais importantes projetos musicais, fala do resgate cultural que supõe o Hermanos Irmãos e sobre seu outro trabalho, o Crianceiras, este em carreira solo, em que musica poemas de Manoel de Barros para crianças e já está em sua segunda edição.

Escute a entrevista e algumas das canções gravadas pelos Hermanos Irmãos, incluindo uma bonita versão de “Los Hermanos”, composta por Atahualpa Yupanqui e imortalizada pela voz de Mercedes Sosa.

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