Fuga2: No rastro dos cientistas emigrados

Imagem_cienciaPara fugir da crise, muitos pesquisadores espanhóis não vêem outra alternativa que buscar oportunidades no exterior. Não há dados oficiais sobre esta debandada e as escassas informações são antigas, não refletem o período mais agudo da crise. Segundo a OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em 2009 o número de investigadores espanhóis no exterior representava algo em torno de 11.200 pessoas, ou 5% do total de emigrados. Ninguém está seguro sobre a quantidade de cientistas espanhóis que agora reside no exterior. Há, porém, ao menos uma certeza: o número cresceu de maneira significativa.

Como pode ser longa a espera pelos dados oficiais, três jornalistas decidiram tirar proveito das redes sociais e da tecnologia para dar forma ao que se convencionou chamar de “fuga de cérebros”. Os espanhóis Elisa Vivas, Francisco José Moya e o italiano Michele Catanzaro criaram o site FUGA2, um mapa colaborativo em que pesquisadores do mundo todo podem deixar seus relatos. Com isso, além de colecionar histórias, os jornalistas de Fuga2 querem criar uma base de dados que esclareça a situação pela qual atravessa a comunidade científica espanhola. O projeto recebeu o 2º Prêmio sobre jornalismo de dados Innovadata, convocado pelo CIBBVA em colaboração com a Fundação Civio.

A partir do minuto 11’48” desta reportagem transmitida pela Radio Nacional de España/ Radio Exterior, a jornalista Elisa Vivas nos conta mais sobre o projeto Fuga2 e também sobre os planos de ampliá-lo a uma escala europeia.

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