Imprensa silenciada

imagem_imprensacensuraSe por um lado a internet derrubou fronteiras na comunicação, por outro nos dá a falsa sensação de que a informação agora é transparente e está ao alcance de todos. E esta impressão equivocada encobre um grave problema: jornalistas de vários cantos do mundo são perseguidos, sequestrados, aprisionados e assassinados por tentar garantir o direito de todos à informação.

Cada ano, cerca de 500 jornalistas são presos, outros mil sofrem agressões ou ameaças e mais de 500 meios de comunicação são censurados. 2014 mal começou e o cômputo já é assustador. Segundo a organização Repórter sem Fronteiras, neste ano 16 jornalistas e quatro colaboradores foram mortos e mais de 170 profissionais de imprensa foram presos. O calendário de 2013 fechou com o assassinato de 78 jornalistas e 4 colaboradores. Isso sem falar nos 48 jornalistas cidadãos que foram mortos.

A presidente da filial do Repórteres sem fronteiras na España, Malén Aznárez, comenta que a situação dos jornalistas na Síria é, hoje, a mais dramática. Segundo ela, naquele país foram sequestrados 47 jornalistas no ano passado. Três deles eram espanhóis e foram libertados recentemente: Marc Marginedas, do El Periódico de Catalunya, Javier Espinosa, do El Mundo, e Ricardo García Vilanova, fotógrafo freelancer.

A luta pela liberdade de expressão está obtendo resultados? Como a censura se manifesta neste mundo digital? E quais são as condições de trabalho dos jornalistas, especialmente aqueles que trabalham em zonas de conflito? Para saber sobre estes temas, escute a reportagem emitida pela Radio Nacional de España/ Radio Exterior – a partir do minuto 10’00, no link abaixo.

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