As línguas e os sotaques de Maria de Medeiros

330616_444659078916770_149492384_oEla começou como atriz, mas não demorou muito para que suas inquietações a levassem para detrás das câmeras. Na música foi igual: de cantora, a artista passou também a compor e a ilustrar seus trabalhos, somando novos papéis à sua força criativa. Falo de Maria de Medeiros, que há muito tempo cruzou as fronteiras de Portugal para se tornar uma  artista do mundo.

Em seus filmes sempre há algo de universal, cores que pertencem a todos os cantos do mundo. Na música também: Maria de Medeiros canta línguas e sotaques.

A artista acaba de receber do Sevilha Festival de Cinema Europeu um prêmio pelo conjunto de sua obra. Em sua viagem pela Espanha, Maria de Medeiros apresentou seu mais recente trabalho musical, “Pájaros Eternos”, o primeiro disco em que, além de cantar, a artista compõe. O CD é uma profusão musical e de idiomas. Mistura jazz, fado, samba e flamenco e tem letras em espanhol, português, inglês e até italiano.

Em conversa com a Radio Nacional de España/ Radio Exterior (link abaixo, minuto 14’01”), Maria de Medeiros revela que sente a música diferente conforme o idioma em que canta. E essa diferença de matizes também se nota quando muda o sotaque: há músicas que prefere cantar com a cadência portuguesa, outras com a melodia do português do Brasil.

Essa transição de um sotaque a outro, de um idioma a outro, lhe soa muito natural. Nesta entrevista de Maria Medeiros, além do processo criativo de seu mais recente trabalho musical, ela fala sobre o seu novo filme, “Repare Bem” ou “Los ojos de Bacurí”, na versão em espanhol. Este é um comovente documentário sobre o militante revolucionário Eduardo Bacuri, morto em 1970 aos 25 anos depois de mais de cem dias de tortura, num triste e revoltante episódio da ditadura no Brasil. Confira a reportagem seguida de entrevista com Maria de Medeiros!

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