Programa suíço apoia cultura de imigrantes

classroom_3(texto atualizado em fevereiro de 2014, em virtude das novas medidas do governo de direitas contra a “imigração massiva”)

Para quem vem de fora, se integrar à cultura de outro país é fundamental. Mas tão importante quanto a adaptação em terra estrangeira é preservar a própria origem e identidade cultural. Em todos os cantos do mundo há brasileiros empenhados em transmitir sua língua e cultura a seus filhos. Mas na Suíça há uma particularidade: o próprio governo suíço tem apoiado o ensino da língua materna de quem vem de fora. Pelo menos até agora, já que o novo governo, de direita, tem adotado medidas que prejudicam a população estrangeira, inclusive de vizinhos da União Europeia.

Em fevereiro de 2014 – portanto, depois da emissão dessa peça para a rádio -, os suíços votaram em referendo “contra a imigração massiva”, em um ataque frontal a seus parceiros comunitários. Por uma estreita maioria de 50,3%, os suíços impuseram cotas de entrada aos vizinhos europeus, interrompendo a livre circulação de pessoas que ocorria desde 2002.

Antes destas medidas, e não se sabe até quando, o próprio governo suíço vinha apoiando o programa “Língua e Cultura Maternas”, realizado nas escolas públicas e cujo objetivo é resgatar a herança cultural dos emigrantes. A Suíça, que tem quatro idiomas oficiais, também ajudava a difundir onze línguas de seus imigrantes por meio das Bibliotecas Interculturais. Quer saber mais sobre estas iniciativas? Escute esta reportagem preparada para a Radio Nacional de España/ Radio Exterior de España (minuto 12’56”).

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