Um militante LGBT dentro da igreja

Imagem_gays_iglesiaTiago Henrique Gomes não é o que se pode chamar de refugiado LGBT, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais perseguidos em seus países e que buscam asilo em terra estrangeira para se salvar. Mas a decisão de trocar o Brasil pela Espanha, tomada seis anos atrás, está estreitamente ligada à extrema dificuldade de os brasileiros superarem o preconceito.

Ainda que tenha avançado em alguns temas, como legalizar a união entre parceiros do mesmo sexo, o Brasil ainda ainda estampa estatísticas perversas. Segundo estimativas do Grupo Gay da Bahia, em 2012 foram assassinados quase 340 homossexuais e transexuais. Com esta cifra, o Brasil concentraria 44% das mortes por violência homofóbica em todo mundo. O ano mal começou e já foram registradas 25 homicídios relacionados com a homofobia.

Para escapar desta realidade demolidora, Tiago Henrique Gomes veio para Espanha e aqui em Barcelona ele colabora com a Acathi, uma associação catalã que trabalha com a integração de homossexuais, bissexuais e transexuais imigrantes.

Gomes também integra um grupo de uma igreja protestante, onde ele ajuda homossexuais, especialmente imigrantes, a lidarem com a identidade de gênero em um ambiente reacionário. O brasileiro, militante LGBT, tem orgulho de ser gay e de auxiliar pessoas a se fortalecerem para se assumir. Mas como será que ele lida com o conservadorismo da igreja? Como manter suas convicções em uma instituição que, via de regra, julga a homossexualidade? Para saber as respostas, ouça esta entrevista emitida pela RNE/ Radio Exterior de España (minuto 9’26”).

PLAY

Foto: Drama Queen

1